sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Frio e o Aquecimento Global

A ligação entreo aquecimento global e os Invernos cada vez mais rigorosos parece um a contradição. Mas não é! Como decorre das diferenças de comportamento das altas pressões dos Açores e das baixas pressões da Islândia e é confessado neste artigo no Guardian, por George Monbiot.

That snow outside is what global warming looks like

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Londres em Postais enviados do Futuro

Que tal uma visita a um site que tem algumas das fotografias da Exposição sobre o Impacto potencial das alterações climáticas em Londtres!

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Postais do futuro

A Construção de um Chevrolet em menos de 2m

Construção do Chevrolet Volt.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ecolândia e a bolha

Se há quem tenha dúvidas sobre a crise. Veja!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Surpresa de Natal

 

Aleluia

Surpresa para um grupo de pessoas nas compras de Natal.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os Urinóis da sede do Commerzbank

Grande vista! Mas estão a urinar nos nossos pés!

CZB

domingo, 5 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As10 Grandes Perguntas

as 10 grandes perguntas q1ue a Royal Society acha que a sociedade deve responder:

  • O que é a consciência?
  • O que aconteceu antes do Big Bang?
  • Será que a ciência e a engenharia nos devolverão a nossa individualidade?
  • Como vamos enfrentar a crescente população humana?
  • Existe um padrão para os números primos?
  • Podemos ter uma maneira de pensar cinetífica sempre presente?
  • Como garantimos que a humanidade sobrevive e floresce?
  • Pode alguém explicar adequadamente o significado do espaço infinito?
  • Será que serei capaz de gravar o meu cérebro como posso gravar um programa da televisão?
  • Será que a humanidade irá até às estrelas?

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Veja o debate em Guardian.

domingo, 28 de novembro de 2010

4 acordes para toda a música pop

E esta! Um grupo australiano faz uma paródia aos 4 acordes com que todos os hits da música pop são feitos.

É o grupo ‘Axis Of Awesome’ e o show foi no Melbourne International Comedy Festival, de 2009.

7 Biliões de habitantes na Terra

A população do nosso planeta vai atingir o próximo marco: atingirá os 7 biliões proximamente, mas a taxa de crescimento está a decrescer, como podemos ver no vídeo do The Economist.

E agora?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os fracassos nas Transformações nas TI

Estou a iniciar um processo de formação de recursos humanos para uma organização pública em África, com o intuito de permitir a iniciação de um processo de transformação da gestão do serviço de TI. O que vou fazer é só o início de um processo de transformação e nem sequer o seu lançamento, somente a realização das condições prévias.

Que cuidados teremos para evitar o fracasso nos processos de transformação?

Os processos de implementação de boas práticas em gestão de TI devem ser ponderados e compreendidos para garantir efeitos efectivos. O que acontece, na realidade, é que estes processos são muitas vezes mal preparados, pior acompanhados e pouco verificados e então falham. Vamos abordar alguns desses factores.

Porque é que as organizações decidem transformar os seus processos de TI? É quase sempre devido a um evento externo (i.e., regulação, competição, nova liderança) que desencadeia a transformação, mas independentemente da causa, todas as transformações têm as mesmas premissas básicas:

  • O que é que é necessário mudar?
  • Porque é que é necessário mudar?
  • Quem sofrerá o impacto da mudança?
  • Quando estará concluída a mudança?

Mas, quais são as razões comuns de falha nas transformações de TI?money_doom

Visão Partilhada do Sucesso

Uma das primeiras razões é a falta de uma visão partilhada comum. Esta visão inclui objectivos de negócio, estado final desejado e como esta mudança irá melhorar o negócio. Muitas vezes o líder possui uma visão clara e concisa das mudanças requeridas, mas não é capaz de as articular para a organização. As comunicações entre o líder e as suas “tropas” ficam perdidas no meio das camadas intermédias de gestão.

Quando se pretende modificar significativamente uma organização, todas as pessoas devem conhecer a visão, compreendê-la e aceitá-la (claro que isto vai-se obtendo paulatinamente no processo). Uma forma de resolver este problema é saltar por cima da cadeia de gestão e falar directamente com as “tropas”. Isto pode ser alcançado de várias formas: reuniões gerais, newsletters, email, sms, etc. Um aspecto chave é garantir que todos recebem a mesma mensagem e que esta não está a ser distorcida. Para os líderes de uma transformação o mais importante é comunicação, mais comunicação e, depois, comunicação.

Comunicar, comunicar, comunicar

Outra causa comum de fracasso nas transformações das TI é aquilo a que chamamos a resistência passiva. O que significa isto? Muitas a razão PORQUE uma transformação é necessária é mantida ao nível da direcção e não é partilhada com os outros níveis e com o pessoal. Ou, só são partilhadas algumas das razões para a mudança. Mesmo quando esta informação é partilhada, muitas vezes não é entendida pelo pessoal. Eles não têm o mesmo acesso a outras fontes de informação como a equipa de direcção e eles também não têm a mesma perspectiva.

A razão para a mudança deve ser colocada em termos tais que todas as pessoas possam relacionar-se com ela. Sem esta compreensão, as pessoas irão conformar-se com as “ordens” para mudar e na realidade, nunca irão aceitar de verdade a mudança. Ninguém se irá activamente opor à mudança, mas não iremos ter apoiantes activos ou agentes de mudança para assistir nas actividades.

Uma abordagem para evitar esta armadilha é envolver pessoas de todos os níveis em comunicações de dois sentidos. Ofereça ao pessoal a oportunidade de colocar as questões e perguntas acerca dos porquês da mudança, da sua necessidade, e permitir-lhes alcançar uma compreensão em sintonia com a equipa de liderança. Esta compreensão não acontece de um momento para o outro, irá levar tempo. Então necessita comunicar, comunicar e comunicar.

As Métricas ajudam a acontecer

Outro problema que a maioria dos esforços de transformação enfrenta é que ninguém está a seguir as melhorias. Sim, eu sei que todos os esforços têm um plano de projecto e uma escala de tempo e isto vai sendo reportado, mas até que ponto as mudanças estão a melhorar os resultados do negócio? Muitas vezes, o plano de projecto é utilizado para determinar em que medida o projecto progride e as pessoas não sabem na realidade se as melhorias estão a ter o desejado efeito.

O desenvolvimento de métricas é visto tão só como um subcomponente do projecto. De facto, deverá ter a mesma importância como o desenvolvimento dos Objectivos de Negócio. O desenho, recolha e acompanhamento destas métricas é muitas vezes realizado pela equipa de projecto. Se existem múltiplas equipas fazendo mudanças, usualmente cada equipa tem a sua abordagem para métricas de desenvolvimento o que resulta num conjunto de métricas descoordenadas. O que é que acontece quando o projecto termina e as equipas voltam às suas origens? Uma abordagem muito melhor é ver o desenvolvimento de métricas como um esforço separado mas apertadamente ligado às equipas de mudança.

Um grupo separado deverá reunir os requisitos em que se baseiam os objectivos de negócio e garantirá que estas mesmas métricas fornecem uma informação útil para todos os níveis de gestão. Depois de ser alcançado um acordo de que estas são as métricas “certas”, esta equipa deverá implementar as métricas e fornecer uma análise continuada e supervisão. Como estas métricas deverão comprovar a melhoria do negócio, devem continuar mesmo depois das equipas de projecto serem desmobilizadas. Se o que se passa não está escrito, então não aconteceu. A norma ISO 20.000 declara que se não é acompanhado e medido, então não irá acontecer.

A regra dos 80/20

O último tópico daquilo que liquida os esforços de transformação das TI é o tempo. Qualquer esforço sério de transformação tomará entre 12 a 24 meses para ficar concluído. Muitas das vezes, as melhorias de negócio não são tão óbvias senão quando o programa está quase terminado. Isto significa que já passou um ano desde que foi requerida a mudança e a altura em que foi implementada. Neste ano, ainda para mais, o ambiente já não é o mesmo e o impacto de quaisquer mudanças é inferior ao esperado. Muito provavelmente, as pessoas que esperavam a mudança implementaram medidas transitórias e temporárias para obter melhores resultados. Então por que leva tanto tempo a ver os resultados? Bem, quase todos os programas de transformação procuram quase a perfeição. Este é um programa grande e visível e eles querem que tudo corra bem para todos. Então o que podemos fazer para resolver isto?

Por natureza um Programa de Transformação é grande, complexo e longo. Mas este programa pode ser decomposto em pequenos subprojectos, que podem ter resultados concretos em 90 a 120 dias. Mais importante ainda, estes resultados NÃO tem de ser perfeitos. Utilizamos uma filosofia prática para obtermos 80% certo. Acima de tudo, uma melhoria de 80% em 90 dias é melhor que nenhuma melhoria em 1 ano. Os primeiros subprojectos devem apontar a melhorias já prontas a serem implementadas, coisas que são fáceis e rápidas de implementar. Desta forma, a sua equipa de mudança instila confiança nos seus clientes, na liderança de topo e, o que é mais importante, neles próprios. Este será um esforço longo e se nos sentirmos bem no início poderemos caminhar ate muito mais longe.

Em Suma

Para proceder a uma transformação da Gestão de Serviços de TI, é necessário o conhecimento e a vontade mas temos de estar atentos a:

  • Possuir uma clara visão da mudança que é comunicada de forma contínua e consistente e todos.
  • Garantir a compreensão e aceitação das razões para a mudança por todos.
  • Criar e implementar métricas ligadas aos resultados de negócio desejados.
  • Seja rápido e ágil com os resultados intermédios que estejam 80% certos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Vistos africanos

Estou a trabalhar por uma semana em Moçambique e quis aproveitar a oportunidade de visitar o Kruger de dia, porque já tinha feito uma visita nocturna um pouco decepcionante.

Assim, antes da partida de Lisboa lá se organizou isso para o dia da chegada. Para azar o voo atrasou 4 horas e chegámos ao hotel às 2.00 da manhã para fazermos a viagem às 5.00. Foi uma catástrofe, mas pronto!

Na realidade, a visita foi excepcional, os animais estavam todos à nossa espera, o guia tinha um olho de falcão e conseguimos ter uma experiência muito boa. Só que durou 11 horas e já não estava cansado, estava estourado, rebentado e a dormir em pé.

DSCF7966Quando chego à fronteira de Moçambique, depois de passar a saída da RSA, a funcionária diz-me que tinha entrado em Moçambique nesse dia às 2, saíra às 7.00, regressara às 19.00, mas o meu visto era só de entrada. Para aproveitar este meio deveriam ser obtidos de forma expedita e eficaz.

Este visto custou 90 dólares e uma hora de espera a observar um funcionário sem coordenação motora e ocular a utilizar um PC para emitir o visto com foto e tudo. Bonito mas lento e pouco inteligente.

Passaram 3 dias e ainda estou a recuperar desta enorme estafa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os dias a correr

Estou numa fase da vida em que sinto que, relativamente ao trabalho, alugo partes da minha experiência e conhecimento para outros se desenvolverem.

Isto é  o que dá fornecer formação a outros. Mas como o processo é tão sincopado, 3 dias aqui de um tema, um intervalo e depois, quatro dias de outro tema, com variação das pessoas e sem uma avaliação efectiva dos resultados.

Tudo isto faz-me pensar que tenho a cabeça alugada.

E nem ganho muito dinheiro. Será que me tornei um produto da minha produção?

Será?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Politica deprime-nos

Os economistas quase todos concordam agora que a Política é a expressão concentrada da economia. Mas, em Portugal, parece que viraram tudo do avesso e querem que a economia domine a política.

Os políticos da direita no governos e fora dele, revelam-se incapazes de gerir o país e quando a sua incompetência conduz até ao abismo saem com uma afirmação de que agora eles estão destinados a «fazer o que é necessário». Então desenterram algum do véu que cobre a desgraçada situação, que durante meses vieram a esconder para não ser tão evidente a asneirada a que a ineficiência, a incapacidade e a estupidez conduziu o país.the-reaper Um pouco para justificar essa «necessidade».

Em traços ligeiros, a casa está arruinada e para resolver as necessidades do dia-a-dia contraem-se dívidas e mais dívidas para pagar o que já se deve. Isto faz com que já ninguém queira emprestar, porque estão mesmo a ver que por este caminho não se vai poder pagar e abre-se o caminho para ameaçar com a falência.

A solução é, agora, fazer com que todos recebam menos para endireitar as finanças, mas ao mesmo tempo, continuamos a ter de pedir emprestado para viver. Mais grave é, ainda, que como agora temos menos dinheiro também compramos menos e a economia recua.

A solução para o problema financeiro irá contribuir para a falência do sistema e patra novo problema financeiro.

É necessário fazer coisas concretas e reais para quebrar a dependência comercial. Temos de virar a produção para o nosso mercado e deixar de importar produtos que antes tinhamos cá.

Depois de escrever isto tudo, fiquei mais deprimido ainda do que quando comecei.

sábado, 2 de outubro de 2010

Para lembrar

1 de Outubro – Primeiro dia após o espectáculo da apresentação do Governo na AR para introduzir a Austeridade.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Batalha da Internet

Coloco aqui este link para aqueles mais curiosos com estas coisas da tecnologia terem um entendimento sobre o conjunto total de partes e tipos de funcionalidades que estão a combater para alcançar maior alcance e domínio sobre o acesso à Internet,

Vejam os fanáticos do Facebook até onde eles estendem os seus tentáculos.

Chama-se Points of Control

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Perspectiva de longo prazo

Em imagem e com agradecimentos a boing boing

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Mundo Desigual

Um amigo meu introduziu-me à Red Campaign por acidente ao pesquisar na Internet. Qaundo vi e com a curiosidade descobri o The Lazarus Effect. Trinta minutos depois estava mudado. Vejam o vídeo – mostra uma realidade viva que corre em paralelo com a nossa vida.
Sei pouco acerca do HIV/AIDS e não conheço, por felicidade, quase nada sobre as drogas antiretroviral drugs (ARVs) e o que podem fazer.
Esta gente poderosa está a lutar pela vida e directamente contra a morte, todos os dias!
Parece que mais de 3 milhões de pessoas recebem medicamentos retro-virais em África, o que é um enorme avanço, mas ao mesmo tempo todos os dias 3.800 pessoas morrem de SIDA em África.
Veja o vídeo.
The Lazarus Efect

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Política de decisões adiadas

A agenda dos partidos é um funil muito estreito onde só cabe aquilo que tem interesse imediato e retorno político baixo.
A actual situação política de instabilidade e que impõe a inevitável negociação das decisões, a situação económica derivada das escolhas fáceis e do uso de oportunidades caras mas que só se pagam a prazo e a situação social decorrente das anteriores, com um desemprego enorme e crescente e com a criação de condições para o avolumar de conflitos sociais, todas exigem caminhos a médio prazo com objectivos aglutinadores.IMG00571
As decisões de hoje, mesmo que limitadas, vão influenciar e contribuir para a evolução da situação e para a criação de condições para a realização de um caminho para os objectivos que os políticos devem definir, de forma estratégica.
Algumas recomendações que vêm da sociedade ou mesmo de alguns sectores encaminham-se para orientações mais globais, que é oportuno começar a trilhar. Vou dar alguns exemplos:
A diminuição da despesa do Estado e da despesa com os políticos é uma exigência da situação social e económica. Todos concordam! A proposta de diminuir o nº de deputados para 180, dos actuais 230 é uma posição consensual. O que respondem os partidos maioritários? Que não está na agenda política ou que não é agora oportuno.
O aumento da produtividade e do nº de dias de trabalho consecutivos é uma orientação fundamental para que a economia tenha menor desperdício. Todos concordam! Mas quando um grupo de deputadas do PS propõe a revisão da forma como são celebrados os feriados e alguma reorganização dos mesmos, a direcção do partido acha que não é oportuno e liquida a ideia com uma votação dividida no plenário
Vejamos agora algumas das decisões oportunas que, em 2010, vimos que concentraram o tempo dos políticos. Começamos por aquela peregrinação idiótica do casamento urgente entre homossexuais. Se não fosse séria a situação até essa ideia dos princípios de igualdade seria séria, mas isto acontece ao mesmo tempo que a nossa justiça consegue emaranhar-se em cada vez mais casos e mais lentidão e acumular de processos.
Outro «tiro no pé» das oportunidades perdidas é a diminuição da despesa do Estado, sendo o exemplo mais recente o folhetim das SCUT.
Se não fosse sério os nossos Ministros ganhavam os campeonatos da anedota, por aquilo que dizem que fazem, e não por aquilo que é importante, pelos resultados obtidos.
O que é oportuno é terminar a desorientação e definir um programa para Portugal.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Onde está todo o dinheiro!

Já todos sabemos que a crise que atravessamos se caracteriza por uma enorme falta de liquidez. Há até algumas soluções simplistas que dizem que andamos a gastar muito e que agora temos de pagar. A economia toda, de todo o mundo, habituou-se a gastar tudo o que queria, pedia um empréstimo e lá ia pagando em 5, 10, 15 … anos.

Se tudo estiver a funcionar, há quem construa casas e há quem as quer comprar e tudo se arranja e há alguém a pagar o dinheiro emprestado para as construir. Só que, de repente, já não há mais dinheiro para fazer mais. E, pior, as pessoas pensam 3 vezes antes de comprar.dolar

Só este cantinho deve ter umas 100.000 casas novas, feitas por construtores que pediram emprestado a bancos e que agora devem ser vendidas para os bancos receberem o dinheiro e pagarem aos outros bancos que lhes emprestaram a eles. Uma confusão, não é? Mas uma confusão que deve custar para aí, em Portugal, uns 10 biliões de euros (100.000 casas a um preço médio de 100.000 €).

E estamos a falar só da construção civil, há os carros, o crédito ao consumo, o Estado que gasta sempre o que não tem e, as empresas, que têm de recorrer ao crédito para continuarem a funcionar e muitas vezes para pagar o que já devem.

Esta é uma imagem da espiral em que nos encontramos e que é difícil perceber para onde nos conduz.

Com algumas poucas contas de algibeira, conseguimos por alto chegar à conclusão que a banca portuguesa, na sua actrividade de financiamento da economia, deve estar exposta aì com uns 600 biliões ao exterior através de crédito solcitado. Pouca coisa! Só 3 Produtos Internos Brutos.

LQ

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nada se faz sem preparação

Os últimos dias mantive-me com escritório em casa. Estou a passo em frentepreparar dois conteúdos novos que vou começar a dar, para alargar o âmbito dos processos que ajudo outros a implementar nas suas empresas.

É um luxo que possa ter este tempo de preparação.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dormir sossegado

Comprar livros do José Saramago, após a sua morte, como quem compra obrigações na bolsa à espera que valorizem.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Recompensas políticas

A »carreira» na política devia passar por um processo de avaliação de desempenho baseado na eficácia, eficiência e cumprimento de objectivos. A avaliação determinaria o grau de recompensa em função da performance e sucesso.

A lei garantiria que as funções políticas nunca permitiriam por si só a aposentação por motivo de desempenho de funções políticas. Antes estas seriam exercidas em substituição das funções profissionais. O princípio seria, quem não tem profissão ou um cargo profissional, não pode exercer cargo político.gestao_de_riscos

A revisão das pensões dos políticos seria feita para terminar com as acumulações de pensões de forma independente garantindo um máximo definido de pensão.

No final, por que não pensar numa pensão negativa para pagamento dos erros cometidos em funções. Assim, acabava o carreirismo e o político dependente.

Quem são sabe trabalhar não saberá certamente gerir a coisa pública! E se gere a coisa pública é para servir! Agora estão todos a servir-se.

domingo, 9 de maio de 2010

Cata-vento

Há pessoas que acham que ficam bem se mantiverem as suas opiniões mesmo quando já não acreditam neles mesmo. O nosso Primeiro é assim. Até tem uma justificação para isso – desta forma transmite confiança ao povo português.

Esta enorme estupidez da persistência absoluta nos investimentos em alcatrão, betão e ferro já começa a ser estranha. Certamente que há enormes contrapartidas e compensações por detrás. Mas isso  nem é o mais importante.

Importante é que, ponderada a situação actual e as expectativas de futuro, devemos olhar para as decisões que estão para tomar em cima da mesa e ter um espírito aberto para elas se encadearem com as cata-ventoobrigações e com o crescimento económico e social do país.

Tanta hesitação até faz com que as pessoas fiquem tontas e cada vez mais certas que o nosso Primeiro já não governa, antes está à espera de eleições.

Na Europa do Euro, há um pequeno país que está fora da lista dos problemáticos. Estou a referir-me à Eslovénia que tem um dos maiores PIB em percentagem da EU e que se mantém com uma economia equilibrada com o recurso a investimentos de estrutura não muito volumosos e dirigidos às necessidades directas dos seus habitantes.

Olha para os índices de Liberdade Económica de 2010 para:

Portugal e Eslovénia

Olha para os bons exemplos, não olhes para os ricos para gastar como eles o que se pede emprestado. Quando tiver de pagar já cá não está.

LQ

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Turbulência ou inefectividade

O mercado encontrou outra presa e avaliou as defesas. Detectou a fraqueza inerente às defesas da presa – aparentar mais força do que a realidade e não fazer nada para se fortalecer.

O jogo era o da aparência, fazer crer ao mercado que a situação não era má, que estava sob controlo e que até havia ideias, mas só para aplicar em 2011. Aproxima-se o final de Abril, é necessário renovar uma parte importante da dívida - nem sei 20 a 30 biliões de euros, então quando vamos pedir mais emprestado para pagar o anterior o «mercado» - a banca internacional – diz que sim mas com um juro no dobro do anterior. Eis, em poucas palavras a turbulência.

Para confirmar relembre sobre a Dívida Pública.

Porque é que estamos tão fragilizados?

dinheiro O ex-ministro Campos e Cunha põe o dedo na ferida e afirma «A culpa não é dos ataques especulativos. É evidente que os mercados reagem a notícias e Portugal não dá notícias. O primeiro-ministro não fez uma afirmação clara nos últimos dois meses, não fez compromissos políticos, claros e públicos, não actuou em conformidade com a gravidade da situação, parecia que estava a governar ou não governar como se nada estivesse a acontecer».

A eficiência é notada mas o seu efeito continuado – a efectividade – é a garantia de que há um rumo e uma direcção eficaz no governo de um país. Este nosso governo faz figura de eficiente, nem sequer muito eficiente, mas é só isso, pois até para aplicar as medidas que aprova embaraça-se na regulamentação, que devia estar preparada quando se trata das grandes linhas. Somos governados por anedotas, chicos espertos que são muito bons em jogos de palavras, mas nos actos consequentes e efectivos não. Esqueçam.

Já Platão dizia: O castigo de quem não se interessa por política é ser governado pelos seus inferiores.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Será que há alguém ao leme?

Portugal parece um navio sem rumo e desmastreado, num mar de tempestade.
Do governo não sabemos o que faz. Apresenta um PEC que é uma orientação e depois leva meses a regulamentar umas poucas medidas, começando por aquela que dizia que só fazia mais tarde. Niguém consegue perceber.
O barco está deriva e o timoneiro está distraído, a pensar talvez no seu futuro.
Os ministros andam ocupados em tratar de assuntos estranhos como esta viagem do Ministro das Finanças  a Angola (caixeiro vigante das construtoras). Olha no I:
“Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, avançou ontem durante uma visita surpresa a Angola, que a linha de crédito criada em 2009 - que visava financiar projectos de investimento público e de infra-estruturas a serem executados em Angola -, vai afinal ser usada para pagar as dívidas do Estado angolano. "Ficou acertado que a linha de crédito de 500 milhões de euros, que já fora acordada em 2009, possa a ser utilizada para efectuar pagamentos a empresas envolvidas em projectos angolanos e relativamente às quais possa haver atrasos nos pagamentos", disse o governante português, citado pela Lusa, após uma reunião com o homólogo angolano, Carlos Alberto Lopes. "Competirá às autoridades angolanas identificar as empresas que deverão prioritariamente ver essas regularizações feitas, mas tendo em conta as áreas onde maior actividade existe, não será de estranhar que essa [construção], seja uma das áreas contempladas", disse Teixeira dos Santos.”
Estou a ver um «lugarzinho» no coração de algumas empresas. Entretanto…

O país conseguiu chegar ao final de Abril sem Orçamento de Estado promulgado e até, com a grande «batalha pela igualdade» ainda por estar ganha. Esta «batalha», mesmo entre aqueles a quem se dirige. não se reconhece como uma necessidade premente. Até seria interessante que tivesse sido promulgada pelo Presidente da República para que a união de facto fosse ultrapassada em direitos…
Luís

sábado, 13 de março de 2010

Comunicação e Informação

Portugal está nestes dias de início de 2010 mergulhado em notícias que se referem a uma «investida» de uns rapazes ligados ao Governo para alterarem o status quo dos meios de comunicação. Destas manobras até à acusação de ataque à liberdade de informação foi um passo.

IMG_6470 A verdade é que a liberdade de informação há muito que está posta em causa no País. O que eles estão a falar não é da sacrossanta liberdade, antes é da redistribuição entre os partidos da direita (actual PS incluído) dos fluxos de informação. Uns querem mais e outros querem continuar a ter a maioria. Esta é a luta política, já que agora é possível violar, enganar, mentir, ofender, etc., desde que seja com a justificação que é a política.

Por detrás desta aparência verificamos que o que sai na imprensa, no rádio e na TV não é mais do que um fluxo comum de notícias todas iguais, entre eles, pretendendo fazer crer que abrangem os factos que ocorrem no mundo. As coisas são tão monolíticas que as pessoas mais atentas verificam que, os «jornalistas» menos inteligentes e preguiçosos repetem vezes sem conta a mesma notícia, que, algumas vezes, não corresponde já à realidade.

Por outro lado, faz-se passar que a opinião pública é toda de direita com um “esquerdismo” radical do BE que é só de faz de conta. Pronto temos uma informação conhecida e um conjunto de meios de comunicação dominados.

Luís Quintino

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vamos dar uma volta à carreira

Se pretende dar um rumo diferente e começar uma nova carreira…

Passou o Ano Novo e quer mudar a via por onde segue a sua carreira, eis algumas ideias do que deve fazer.

1. Reveja o ponto em que se encontra

Comece por escrever o que queria com a sua carreira quando a iniciou. O que queria alcançar e quando? Quando olha para o progresso realizado até hoje e o que foi alcançado, julga que se encontra no caminho certo? Se não está, onde deveria estar hoje?

Pense também, o que está a fazer hoje e quais as partes da sua função de que gosta e as que não o realizam. Então será possível ver o que deve ser alterado.

2. Defina um objectivo

Temos, agora, de definir um objectivo a 3 anos. Um único objectivo,  porque de outra forma será muito difícil recordar o caminho a seguir. Estabeleça o objectivo como qualquer coisa de que se sinta orgulhoso de alcançar e que signifique muito para si. Torne o objectivo fácil de ser entendido, mas que seja, no entanto um desafio para ser alcançado. E quando possível faça por que possa ser medido – não subjectivo. Pode ser, por exemplo:

· Gerir um projecto de 100 milhões até 2012

· Obter a certificação como Gestor de Projecto

· Tornar-se Gestor de Programas, dirigindo vários projectos

3. Necessita de um Plano de AcçãoAlps

Não é possível alcançar os objectivos se não se agir. Esta é muitas vezes a parte mais difícil. Não tem de abandonar necessariamente o seu emprego ou mudar toda a sua vida para fazer isto. Precisa, sim, de pensar acerca do que terá de fazer para alcançar o seu objectivo – e, depois, criar um plano de ataque.

Faça ma lista com as 3 coisas que necessita, cada ano, para atingir o seu objectivo. Estes 3 resultados devem ser atingíveis ou simplesmente não serão alcançados. Pode ser, por exemplo, assumir uma responsabilidade diferente, gerir projectos de maior dimensão ou melhorar o conhecimento sobre gestão de projecto.

O que quer que seja, tem de ser escrito e constituir um plano de acção sólido se estamos seriamente empenhados em atingir o nosso objectivo.

4. Agora seja consistente

Com um objectivo e um plano de acção estabelecidos, está pronto para um recomeço. Diga à sua família e amigos o que pretende alcançar. Envolva o seu chefe e obtenha o seu compromisso. Obtenha tantas pessoas quantas as necessárias para o apoiar com este propósito. Eles irão regularmente perguntar-lhe como estão as coisas a ir e isto auxiliará a mantê-lo motivado na direcção certa. Com o apoio dos amigos e da família pode-se atingir qualquer coisa na vida!

5. Trabalhe com Afinco para Atingir

A melhor forma de dar uma nova expressão à sua carreira é ultrapassar os seus desejos. Tem de constantemente alcançar mais do que aquilo que desejara. Se consegue isto, então será aquele a quem oferecem promoções, aumentos de ordenado e outros benefícios.

Para ter este sucesso tem de utilizar boas ferramentas que o ajudem a planear e controlar os seus projectos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Negociar afinal é fácil!

O IOnline dizia hoje no final do artigo sobre a negociação do Orçamento:

«Se falhar o acordo com o PSD, o governo terá no CDS a segunda opção mais viável. Igualmente preocupado com a situação do défice e do endividamento do país, o partido de Paulo Portas porá na mesa de negociações com o governo um conjunto de propostas que tem como prioridade a revitalização das PME. Menos disponíveis para entendimentos estarão os partidos à esquerda do PS. O BE e o PCP aceitaram dialogar com o governo, mas não escondem as suas reservas em relação à real disponibilidade do executivo para aceitar acordos.»

Então é mais do que claro, é evidente que opções de acordo são por todo o lado e se falharem à direita ainda podem tentar acordo à esquerda. O problema é a vontade verdadeira de acordar alguma coisa.

Habituado que anda a fincar o pé nas suas asneiras, o Governo vai continuar a fazer de coitadinho e, em vez de procurar acordos, vai dizer que eles não querem é fazer o que ele Governo quer. Dar  Amens às vontadinhas e à agenda de prioridades estranhas do Primeiro-Ministro. Criar conflitos para abrir caminho a eleições.

O casamento gay como primeira grande realização do Programa de Governo, quando a situação social é a pior desde o salazarismo, quando a economia está de rastos e quando falta uma direcção para sair do túnel em que Portugal foi sendo enfiado por estes Centristas do PS-PSD.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Todos Gerem Projectos. Será mesmo assim?

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O que se faz primeiro: As autoestradas? O TGV? O Aeroporto? Os hospitais novos? etc?

Numa empresa confrontamo-nos constantemente com a impossibilidade de identificar e valorizar todos os projectos e programas em que os nossos recursos estão envolvidos. Quanto dinheiro está envolvido? Quais são os recursos? Que projectos são prioritários e porquê?

Gestão, em definição breve e mais ou menos consensual, será realizar o conjunto de tarefas que procuram garantir a afectação eficaz de todos os recursos disponibilizados pela organização, afim de serem atingidos os objectivos pré-determinados.

Gerir Projectos será a actividade de executar um conjunto de actividades estruturada num plano para alcançar esses objectivos pré-determinados, através de resultados cumulativos.

Em qualquer dos casos, prevê-se uma necessidade de acompanhamento e controlo da realização das actividades que, no caso de realização de complexos projectos, exige a utilização de processos claros e transparentes e que envolvem sempre a comunicação com outros interessados, o controlo das contingências comuns de tempo, custo e objectivos, respeitando a qualidade dos resultados - actividades regulares e com recurso a processos de gestão proactiva e previsão.

Tudo isto não é fácil! Exige conhecimento, persistência e rigor. Estamos TODOS a gerir os nossos projectos com rigor, se é que os estamos a gerir? Parece-me que não. Julgo que este é também a precepção da maioria das pessoas. Para evitar o insucesso e o caos, vai-se gerindo alguns dos processos que parecem mais essenciais, prioritários ou urgentes, ou seja, apagar fogos.

Na maior parte dos casos verifica-se que se confunde projecto com actividades regulares e quotidianas. Ao contrário, grandes programas de projectos diversos para obtenção de etapas estratégicas de uma companhia ou de um ministério ou governo, são identificados como um projecto mas não são atribuídas autoridade de gestão e responsabilidade.

Um bom exercício de gestão seria exigir às companhias, aos responsáveis do Estado, que identificassem os seus programas e projectos e os analisassem e identificassem as prioridades da sua realização.

O que se faz primeiro: As autoestradas? O TGV? O Aeroporto? Os hospitais novos? etc? Tudo ao mesmo tempo é a solução de quem não conhece os problemas.

É muito mais fácil sugerir soluções quando se conhece pouco do problema.